Psicologia Pré-Científica

Posted by bianca g. Marcadores:

     A historia da Psicologia tem cerca de milênios. Ela surge no Ocidente, cerca de 700 a.C. É iniciada entre os filósofos gregos, com suas primeiras tentativas de sistematizar a Psicologia.
     O termo psicologia vem do grego pysiché, que significa alma, e logos, que significa razão. Assim, a Psicologia surgiu como o estudo da alma. Imaginava-se que a alma era a parte imaterial do ser humano e compreendia pensamento, sentimentos, irracionalidade, desejo, sensação e a percepção.
     Os primeiros filósofos consideravam que o homem se relacionava com o mundo através da percepção. Discutiam se o mundo existe porque o homem o vê ou se o homem vê um mundo que já existe (Psicologias, 33).
     Apesar das primeiras discussões a respeito do assunto, a Psicologia só ganha consistência com as contribuições de Sócrates (469-399 a.C.). Esse filósofo diferencia o ser humano dos animais postulando que a principal característica humana é a razão. Ele considerava também que o conhecimento é algo que já nasce com o homem e acreditava em um método capaz de extrair esse conhecimento, chamado Método Dialético.
     Discípulo de Sócrates, Platão (427-347 a.C.), prosseguiu com as descobertas. Definiu que a razão encontrava-se na cabeça juntamente com a alma do homem. E considerava que a alma era algo separado do corpo. Dessa forma existia um elemento de ligação da alma com o corpo, esse elemento era a medula. E mesmo que o corpo morresse a alma não morreria ficando livre para habitar outro corpo. Assim com Sócrates, Platão acreditava que conhecimento era algo que nascia com o homem. E acrescentou que existem dois mundos: o idéias/essências (onde tudo é perfeito) e o das aparências/existências (cópia imperfeita do mundo das essências).
     Um dos importantes pensadores da história da Filosofia, Aristóteles (384-322 a.C.), apesar de ter sido discípulo de Platão, discordou que alma e corpo podem ser separados. Acreditava que a alma era o principio da vida e que todo ser vivo possui a sua. Também discordava que conhecimento nascia com o homem. Assim, ao nascer o homem era uma Tábula Rasa. Todo o conhecimento era adquirido através da experiência. Experiência essa que consistia em experimentar o mundo através dos órgãos dos sentidos. Assim as experiências criariam as idéias que tendem a associar-se entre si formando o conhecimento.
     Na Idade Média a Igreja Católica monopolizava o saber. Assim os maiores pensadores desse período eram religiosos. Foram eles: Santo Agostinho (354-430) e São Tomás de Aquino (1225-1274). O primeiro acreditava, como Platão, que a alma e o corpo estavam ligados. No entanto a alma não detinha apenas a razão, ela era o elemento que ligava o homem a Deus. O segundo procurou novas justificativas para a relação do homem com Deus. Buscando em Aristóteles a distinção entre essência e existência, introduziu o ponto de vista religioso, ao contrário de Aristóteles, afirmando que só Deus era capaz de reunir a essência e a existência, em termos de igualdade. Pois considerava que a essência do homem buscava a perfeição através de sua existência. Dessa forma, buscar perfeição seria buscar de Deus.
     Mais adiante, na Idade Moderna, René Descartes (1596–1650) contribui significativamente com a ruptura do pensamento teológico da Idade Média. Ele afirmava que o corpo funcionava como uma maquina e que a mente era imaterial. Nela estava o pensamento e a consciência que permitiam conhecer o mundo exterior. Descartes é quem dá os primeiros passos notáveis para transformação da Psicologia em uma ciência.

3 comentários:

  1. Anônimo

    muito bom

  1. Naziele Gomes

    ótima explicação.

  1. Anônimo

    boom conteudo

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